Mirella

Minha vida sexual nunca foi das mais ativas, mas tive alguns namorados e mesmo depois de ter surgido a AIDS, não usava camisinha, pois eram sempre namoros longos e a gente acabava se descuidando...
Noivei um português que fez o teste anti-HIV para me mostrar e mesmo com essa atitude nobre dele, eu não fiz o meu.
Morei com ele em Portugal durante seis meses e nos separamos. Quando voltei ao Brasil, casei com um músico russo.
Tempos depois, ele me traiu com uma menina que nem lembra o nome e, como estava bêbado, a camisinha atrapalhou a ereção e ele a tirou. Três semanas depois, ele estava com ardor e secreção ao urinar...
Liguei para o meu ginecologista e ele pediu para fazermos bacteroscopia e teste anti-HIV.
Não sei o que me deu, eu, que sempre tive pavor do teste, resolvi fazê-lo.
Graças a Deus deu negativo e nele também.
Hoje, nossos problemas estão esclarecidos e está tudo melhor do que antes, mas ambos sabemos que, bêbados ou não, a camisinha estará sempre conosco.
Não pretendemos que a traição aconteça novamente, nem ele quer, se arrependeu e etc, mas não adianta ser hipócrita, muito menos quando a saúde está em jogo.
Portanto, tenham diálogo com seus(suas) parceiros(as), usem camisinha e passem por cima do medo, mesmo achando-se imunes a doença, é uma obrigação de todos fazer o teste.