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Fernando
Tudo começou em fevereiro de 2006, quando minha mulher não estava me dando
a
atenção desejada com relação a sexo e eu não estava me agüentando, eu
precisava transar de uma forma ou de outra. Saí nesse mês duas vezes com
uma
garota de programa (sempre usando camisinha), mas parecia que faltava algo
diferente. Resolvi então sair pela primeira vez com um travesti. Eu estava
muito apavorado na hora, estranhando muito aquilo tudo. Eu recebi sexo
oral
sem camisinha, e ele ajaculou na mão e continuou pegando em meu pênis e ânus.
Minha consciência doeu bastante nesse dia, pois estranhei muito tudo o que
aconteceu. Fiquei bastante preocupado.
Dez dias depois, comecei a sentir uma dor enorme no escroto e pênis (ao
urinar), e essa dor não sumia, eu entrava nos sites para ler a respeito e
só me preocupava mais. Fiz um monte
de exames para DSTs e vi que estava com clamídia. Quase morri, porque eu
teria contaminado minha esposa. Tomei os devidos remédios e me curei,
porém
nada me tirava da cabeça que eu estava com HIV.
Não consegui fazer mais nada, porque resolvi entrar novamente na net e ler
sobre o assunto e percebi que eu estava tendo todos os sintomas da fase
aguda. Tive uma gripe forte no começo, dor de cabeça e no corpo, diarréia,
intensas dores de garganta (sem febre), dores nas axilas, etc. O mais
difícil foi esperar os 90 dias para fazer o exame. Quando chegou a data de
fazê-lo, minha agonia triplicou, quase perdi o emprego por isso, pois meu
rendimento havia caído. Eu tinha um sentimento bem no fundo de que tudo
acabaria bem e graças a Deus acabou, o teste deu NEGATIVO.
Mas quem disse que eu engoli esse resultado? Como alguns sintomas ainda
persistiam, eu ainda achava que estava contaminado, qualquer dorzinha de
cabeça sem explicação eu achava que era o maldito HIV.
Em janeiro desse ano, comecei a ter fortes dores nas juntas das mãos, nos
tornozelos e pernas.
Fui a um reumatologista e o mesmo disse que iria passar vários exames,
pois esse
tipo de dor geralmente era a ação de algum tipo de vírus. A partir daí
desabei de vez.
O importante é que eu tirei forças positivas para acreditar que eu estava
bem, sem nada. Fiz todos os exames, inclusive o de HIV, onde novamente deu
NEGATIVO.
Agradeci bastante a Deus por isso e refleti bastante tudo o que aconteceu.
Estou dando muito mais valor à minha família agora.
Acredito muito mais no amor que somente no sexo.
Um conselho que gostaria de dar a todos é que se previnam, somente quem
passa por tudo isso sabe realmente o "peso" de carregar uma dúvida. Não
fiquem
lendo a respeito em caso de suspeita de contaminação, isso só piora sua
situação física e mental. Tenham força para acreditarem, força positiva,
pensamentos positivos, isso ajuda bastante.
Fiquem com Deus e caso queiram me escrever para conversarmos, enviem um
email
para abcdaids@abcdaids.com.br que eles o direcionam a mim.
Um abraço.
Fernando.
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