Boletim Epidemiológico - Janeiro a Setembro de 2003 Desde o início da década de 80 até setembro de 2003, o Ministério da Saúde notificou 277 mil 154 casos de aids no Brasil. Desse total, 197 mil 340 foram verificados em homens e 79 mil 814 em mulheres.
No ano de 2003, foram notificados 5.762 novos casos da epidemia e, desses, 3.693 foram verificados em homens e 2.069 em mulheres, mostrando que, atualmente, a epidemia cresce mais entre as mulheres.
Outro dado não menos preocupante é a crescente incidência da aids em relação à faixa etária de 13 a 19 anos em adolescentes do sexo feminino. Tal fato é explicado pelo início precoce da atividade sexual em relação aos adolescentes do sexo masculino, normalmente com homens com maior experiência sexual e mais expostos aos riscos de contaminação por DST e pela aids.
Quanto às principais categorias de transmissão entre os homens, as relações sexuais respondem por 58% dos casos de aids, com maior prevalência nas relações heterossexuais, que é de 24%.
Entre as mulheres, a transmissão do HIV também se dá, predominantemente, pela via sexual, 86,7%. As demais formas de transmissão, em ambos os sexos, de menor peso na epidemia, são: transfusão, transmissão materno-infantil ou ignoradas pelos pacientes.
A epidemia mantém-se estável na região Sudeste (21 casos por 100 mil habitantes) e na região Centro-Oeste (12 casos por 100 mil habitantes). As regiões Sul, Norte e Nordeste ainda apresentam tendência de crescimento, embora as taxas já sejam menores do que as observadas antes de 2000.
Os números mostram ainda duas boas notícias. A primeira delas é a redução de praticamente 100% dos casos de transmissão por transfusão sangüínea, graças ao controle rigoroso do material nos hemocentros. A segunda é a queda em quase um terço dos casos por transmissão vertical (de mãe para filho) devido o aumento da cobertura do teste do HIV e do tratamento das gestantes.
(CNDST/AIDS)