Boletim Epidemiológico - julho a setembro de 2001
Nos nove meses analisados no ano de 2001 foram registrados 7 mil 363 novos casos de aids no Brasil, somando 222 mil 356 casos (59 mil 624 casos em mulheres e 162 mil 732 casos em homens) desde o início da epidemia, em 1980. Desse total, 108 mil pessoas já morreram.
Os novos números apurados no boletim epidemiológico de julho a setembro de 2001 trazem uma boa notícia: a redução de 26% nos casos de aids por uso de droga injetável em homens. A queda - de 19% em 2000, para 14% nos nove meses apurados em 2001, torna-se mais relevante porque houve modificação no sistema de classificação das causas de transmissão. Todas as formas duplas sexo/drogas foram reorganizadas, sendo considerada a forma de transmissão predominante, que é o uso de drogas.
Já em relação aos heterossexuais, o novo boletim revela que a transmissão do HIV vem crescendo entre homens e mulheres. As relações heterossexuais, como via de transmissão, já respondem por 80% dos casos da doença em mulheres e por 40% dos casos em homens. As transmissões por relações homossexuais apresentaram redução de 1% e as bissexuais permaneceram estáveis.
Em todas as faixas etárias houve queda de novas notificações, mas a incidência permanece maior em pessoas no pique da atividade sexual: homens e mulheres de 25 a 49 anos. Mais de 70% dos novos casos notificados no período analisado estão nessa faixa de idade.
Outra boa notícia desse boletim é que a epidemia, que vinha crescendo no sul do País, começa a responder às ações mais agressivas de prevenção adotadas para a região desde o ano passado, e também lá começa a refluir. O Paraná e o Rio Grande do Sul dão sinais claros de redução de novos casos, e em Santa Catarina há estabilização.
Fonte: Coord. Nac. DST/AIDS